Já está em uso por criminosos uma falha ainda sem correção definitiva que existe na maneira que o Windows processa arquivos de atalho. Com ela, programadores de vírus conseguiram burlar a proteção do Windows 7 contra vírus em pen drives, permitindo que a simples visualização da pasta do pen drive no Windows Explorer resulte em uma infecção do sistema. O pesquisador de segurança Frank Boldewin analisou o vírus que utilizou essa técnica e concluiu que ele busca espionar sistemas críticos do tipo SCADA.
Sistemas SCADA (Sistemas de Supervisão e Aquisição de Dados) são programas especiais usados para controlar a operação de sistemas de infraestrutura, como os componentes de uma fábrica, de uma usina elétrica, tratamento e distribuição de água e gás, etc.
Arquivos de atalho são os mesmos que qualquer usuário pode criar em “Novo > Atalho”. Eles só permitem que um programa ou arquivo seja acessado a partir de outra localização. A brecha, no entanto, faz com que o Windows Explorer abra o atalho sozinho quando a pasta que o contém for aberta.
Além de usar uma brecha sem correção e ter como alvo um tipo de software crítico, o vírus ainda se instalava como drivers de sistema. Os drivers estavam assinados como pertencentes à fabricante de chips Realtek. O certificado da Realtek já foi revogado.
Isso significa que o ataque está entre os mais sofisticados, sendo provavelmente classificável como uma ameaça avançada persistente.
A Microsoft já lançou uma correção temporária para o problema, mas a coluna não recomenda que ela seja aplicada. Os ataques ainda estão muito restritos e a “correção” causa problemas com os ícones de atalhos no Windows, o que significa que grande parte dos itens na área de trabalho e menu iniciar terão problemas.
Fonte:http://g1.globo.com



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